quarta-feira, 24 de maio de 2017

De como surgiu a escola Mário Piragibe

Cenário




Narrador




















Topógrafo








Narrador









Geólogo











Narrador












Arquiteto


Narrador



Arquiteto









Narrador






Engenheiro

Narrador


Engenheiro















Mestre de obras













Encarregado de turma





Pedreiro


Bombeiro

Marceneiro

Eletricista

Estucador



Ladrilheiro


Pintor




Ajudante  e
servente




Todos juntos

Narrador




Adulto na
platéia




Eletricista

Adulto na
platéia



Narrador











Narrador


Dr.


Narradora


Dr.




Narrador


Dr.



Narrador


Dr.


Narrador

Dr.


Narrador

Dr.



Narrador

Dr.



Narrador

Dr.






Narrador


Dr.


Narrador

Dr.




Narrador






Dr.





Narrador

























Todos juntos
No palco um painel lembra matérias escolares. Palavras, números, desenhos... Coisas que se relacionem com a  vida  escolar.Uma  mesa  e duas cadeiras.

Olá... O Grupo de Teatro Sei Lá está todo muito feliz... Vocês sabem porquê ?  Fomos convidados a falar sobre o aniversário da nossa  escola e esta é uma missão muito importante. Eu, como componente do grupo, espero poder  cumprir esta missão.
Estou meio perdida e nem sei muito bem como começar... Quem sabe começo pelos profissionais que criaram a estrutura da escola ? Isso !  Vou começar pelo topógrafo. Ele é muito importante...

Entra   o  personagem apressado e atrapalhado. Fica procurando quem o chamou no meio da platéia. O objetivo é fazer as crianças acharem engraçado.  Traz na mão um cartaz em forma de seta, onde se lê “topógrafo” Aponta o cartaz para si mesmo.

Eu!!!  Quem chamou o topógrafo ??? Eu sou aquele profissional que estuda e faz o desenho de determinada área, com todos os detalhes geográficos. É muito importante para o arquiteto este trabalho. É assim que ele fica sabendo do espaço que dispõe para  planejar uma obra de arquitetura.  Aqui também foi assim...

Viram ? Acho que vamos aprender coisas interessantes !!!  Tem outro especialista em chão, solo, terra, que com certeza contribuiu para que nossa  escola se tornasse este prédio forte, imponente e elegante... O geólogo....

 Neste momento entra alguém caracterizado, com um cartaz onde se lê a palavra “”geólogo”

Oi  pra  todos  vocês. Eu sou o geólogo, aquele profissional cuja função foi fazer um estudo do solo onde se ia executar a construção. Através do resultado dos meus estudos  o arquiteto pode trabalhar detalhes importantes da obra como  profundidade das fundações, peso  e etc, e tudo isto entrou na planta  da construção. Foi assim que começou a  nascer  sua  escola.



Ah... entendi. E vocês da platéia, entenderam ?  Ihhhh, alguns não entenderam... Quem sabe  o arquiteto explica melhor.

Entra o personagem carregando papéis enrolados debaixo do braço. Também traz um enorme crachá onde se lê a palavra “arquiteto”. Vem correndo, tropeça e deixa cair toda a papelada. O topógrafo vem ajudá-lo a se levantar e a recolher os papéis

Uma escola ??? Ouvi bem ? Quem quer construir uma escola ?

Calma senhor, só queremos  saber sobre a construção da nossa  escola.

Ah, que pena !  Mas tudo bem... Eu sou aquele  profissional  que fez a planta desta construção. Planejei no papel todos os pormenores da  obra  . No meu desenho entrou tudo o que ia existir na construção, inclusive as partes elétricas, hidráulicas e sistema de esgoto sanitário e pluvial.  Venha cá... ( chama o topógrafo, abre um dos papéis em cima da mesa  e começam a conversar por mímica.)

É , se esqueceram de mim.  E agora, quem poderá me ajudar ?

Entra um novo personagem. No  chapéu traz um letreiro “engenheiro

Eu !!! Engenheiro Colorado... Ou Colorido ??? Ah, sei lá !!!

Sr. Engenheiro ! Então o Sr. também teve papel importante na construção da nossa escola ?

Sim, com certeza... Esta escola aqui ? Ah, ta... Sim, sim, sim... Como não ? Eu estudei muito e aprendi a ler a planta do arquiteto e a executar, ou seja, fazer a obra no espaço disponível. Através da leitura da planta eu tornei possível a realização da construção. Mas não fiz isso sozinho não. Precisei de outros profissionais comigo, como o Mestre de obras...

Entra o personagem Mestre de Obras, devidamente vestido.




Pois não ?  Alguém chamou um bom mestre de obras ? Conheço tudo da execução de uma  obra  e por este motivo, sou responsável pelo trabalho braçal dos operários. Como o engenheiro também sei ler as  plantas  e entendo do trabalho de todos os profissionais da construção. Mas como ninguém faz nada sozinho, olhem quanta gente esteve envolvida na construção desta  escola.

Entram os outros personagens, todos com grandes crachás, lembrando suas especialidades.


Fui responsável pelo bom andamento da obra. Supervisionei se os operários cumpriam o horário, se trabalhavam ou faziam cera, se vinham trabalhar, se cumpriam os horários de almoço e lanche, se estavam usando os equipamentos de segurança...

Executei o trabalho de montagem das peças pré moldadas, o trabalho de alvenaria, a montagem de colunas e etc.

Cuidei de fazer as instalações de água  e  esgoto

Eu fiz tudo que é de madeira: Portas, portais, janelas etc.   

Eu fiz as instalações elétricas do prédio... 

Fiz todo o revestimento de paredes e tetos. Trabalhei logo depois do pedreiro.

O nome da minha profissão já diz : coloquei  ladrilhos, pisos,azulejos...

Eu fiz o quê ??? Quem sabe ?  Eu fiz toda pintura do prédio, tanto na madeira quanto nas partes revestidas pelo estucador. 

Nós ajudávamos os diversos profissionais  em suas tarefas, preparando e carregando massa, carregando peças de alvenaria, cavando buracos e  etc  etc...  Suamos muito até  esta  escola  ficar  pronta.

Nós fizemos esta escola para você....

Mas quem pagou a todos vocês ? Ninguém trabalha de graça...



No caso da nossa escola, foi verba da Prefeitura do Rio, mas existem escolas que foram construídas com verba federal, estadual...


Então esta  escola  é dos governantes ? Dos políticos ?

Não, esta escola é da comunidade porque todo dinheiro usado para pagar a construção dela, veio dos impostos pagos pelo povo. Até hoje, todo dinheiro usado para mantê-la vem do povo, por isso dizemos “ ela é sua. Cuide...”

Que legal.  Estou gostando muito  da missão que me deram... Mas agora vamos receber  o personagem que deu o nome a nossa escola  para  uma  pequena  entrevista. Dr Mário  Piragibe !!! Palmas !!!

Entra o personagem caracterizado de médico. Senta-se em uma cadeira e é cumprimentado por todos os profissionais que estão no palco.

Dr. Mário Piragibe... Quanta honra ! Mas afinal, o senhor  já morreu ou não ?

Querida criança, enquanto esta  escola  existir, eu estarei vivo  através dela.

O Sr. faz aniversário junto com a escola ?

Não... (rindo ) Nasci  em 22 de março de  1911  no então Distrito Federal, Rio de Janeiro.Meu pai se chamava Mário Ferreira Piragibe e minha mãe  D. Luiza. Morávamos ali no Méier, mas naquele tempo não existia o 669, certo ?

O Sr. era muito estudioso, eu creio.

Sim, naquele tempo as coisas eram bem diferentes. Os pais  cobravam mesmo. Com 20 anos eu entrei para a Faculdade  Nacional de Medicina  e me formei em 1936.

O Sr. tornou-se Dr. de quê ???

( Rindo )  Me  especializei em  cirurgia, ginecologia  e  obstetrícia.

E trabalhou onde ???

Na Assistência do Méier  que hoje é  o Salgado Filho e no Getúlio Vargas  onde me tornei chefe da equipe de cirurgia.

Casou-se?

Com D. Maria da Glória, uma mulher muito valorosa, que sempre me incentivou.

Algum evento  de que o Sr. se orgulhe ?

Na Segunda Guerra Mundial tornei-me oficial médico da guarnição da Capital Federal. Fui Vereador e Vice Presidente da  Câmara do Distrito Federal.

Na área social como foi seu desempenho ?

Sempre procurei me dedicar aos humildes fazendo tudo ao meu alcance para ajudá-los. Comprometido com a saúde e educação propus leis e projetos com o objetivo de melhorar estes setores. Fiz o máximo que pude.

Alguma  coisa  que  queira  falar  e  que eu  não  tenha  perguntado ?

Sim, mesmo doente em 1958, continuei  trabalhando pela coletividade, embora não mais exercendo cargo público.

Queremos que nos fale de sua morte.

A morte não existe para os que praticam o bem e a justiça. Deixei a vida em 13 de julho de 1968, porém deixando um bom exemplo  como homem público e como médico.

E deixando para  nossa  escola  o  orgulho de  ostentar o seu nome.




Muito obrigado pela oportunidade. ( dirigindo-se a platéia)  E vocês crianças cuidem dessa   sua  escola com carinho e atenção, certos de que ela receberá também seus filhos e netos.

Nossa  escola  já  recebeu e abrigou muita gente. Em todos estes anos de existência  suas paredes foram testemunhas de muitas vitórias e de muitas derrotas, mas sabemos  que aqui  muito se realizou. Alguns amigos da escola estão no céu, outros formados caminham pela vida, Muitos se foram e muitos virão, mas  com certeza, o amor  que se depositou aqui desde  a  sua  construção, animou   e há de animar  sempre a todos os corações  que aqui se envolverem  .  Neste dia tão festivo não podemos deixar de lembrar com muito carinho dos profissionais da educação que atuaram e atuam nesta casa. Todos  os professores, diretoras, coordenadoras, inspetores, agentes administrativos e pessoal, merendeiras, serventes e hoje o pessoal da Comlurb. Todos merecem parabéns porque sem eles nada seria  possível  . Através de sua paciência  e abnegada vocação a construção desta escola continua até os dias de hoje, desenhada pelo Sublime Arquiteto, ( aponta para o alto ) no coração de cada aluno.  ( aponta para o próprio coração )


Parabéns Mario Piragibe !!!


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