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Cenário
Narrador
Topógrafo
Narrador
Geólogo
Narrador
Arquiteto
Narrador
Arquiteto
Narrador
Engenheiro
Narrador
Engenheiro
Mestre de obras
Encarregado de turma
Pedreiro
Bombeiro
Marceneiro
Eletricista
Estucador
Ladrilheiro
Pintor
Ajudante e
servente
Todos juntos
Narrador
Adulto na
platéia
Eletricista
Adulto na
platéia
Narrador
Narrador
Dr.
Narradora
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Dr.
Narrador
Todos juntos
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No palco um painel lembra
matérias escolares. Palavras, números, desenhos... Coisas que se relacionem
com a vida escolar.Uma
mesa e duas cadeiras.
Olá... O Grupo de Teatro Sei Lá está
todo muito feliz... Vocês sabem porquê ?
Fomos convidados a falar sobre o aniversário da nossa escola e esta é uma missão muito
importante. Eu, como componente do grupo, espero poder cumprir esta missão.
Estou meio perdida e nem sei muito
bem como começar... Quem sabe começo pelos profissionais que criaram a
estrutura da escola ? Isso ! Vou
começar pelo topógrafo. Ele é muito importante...
Entra o
personagem apressado e atrapalhado. Fica procurando quem o chamou no
meio da platéia. O objetivo é fazer as crianças acharem engraçado. Traz na mão um cartaz em forma de seta,
onde se lê “topógrafo” Aponta o cartaz para si mesmo.
Eu!!! Quem chamou o topógrafo ??? Eu sou aquele
profissional que estuda e faz o desenho de determinada área, com todos os
detalhes geográficos. É muito importante para o arquiteto este trabalho. É
assim que ele fica sabendo do espaço que dispõe para planejar uma obra de arquitetura. Aqui também foi assim...
Viram ? Acho que vamos
aprender coisas interessantes !!! Tem
outro especialista em chão, solo, terra, que com certeza contribuiu para que
nossa escola se tornasse este prédio
forte, imponente e elegante... O geólogo....
Neste momento entra
alguém caracterizado, com um cartaz onde se lê a palavra “”geólogo”
Oi pra
todos vocês. Eu sou o geólogo,
aquele profissional cuja função foi fazer um estudo do solo onde se ia
executar a construção. Através do resultado dos meus estudos o arquiteto pode trabalhar detalhes
importantes da obra como profundidade
das fundações, peso e etc, e tudo isto
entrou na planta da construção. Foi
assim que começou a nascer sua
escola.
Ah... entendi. E vocês
da platéia, entenderam ? Ihhhh, alguns
não entenderam... Quem sabe o
arquiteto explica melhor.
Entra o personagem
carregando papéis enrolados debaixo do braço. Também traz um enorme crachá
onde se lê a palavra “arquiteto”. Vem correndo, tropeça e deixa cair toda a
papelada. O topógrafo vem ajudá-lo a se levantar e a recolher os papéis
Uma escola ??? Ouvi bem
? Quem quer construir uma escola ?
Calma senhor, só
queremos saber sobre a construção da
nossa escola.
Ah, que pena ! Mas tudo bem... Eu sou aquele profissional que fez a planta desta construção. Planejei
no papel todos os pormenores da
obra . No meu desenho entrou tudo
o que ia existir na construção, inclusive as partes elétricas, hidráulicas e
sistema de esgoto sanitário e pluvial.
Venha cá... ( chama o topógrafo, abre um dos papéis em cima da mesa e começam a conversar por mímica.)
É , se esqueceram de
mim. E agora, quem poderá me ajudar ?
Entra um novo personagem.
No chapéu traz um letreiro “engenheiro”
Eu !!! Engenheiro
Colorado... Ou Colorido ??? Ah, sei lá !!!
Sr. Engenheiro ! Então o
Sr. também teve papel importante na construção da nossa escola ?
Sim, com certeza... Esta
escola aqui ? Ah, ta... Sim, sim, sim... Como não ? Eu estudei muito e
aprendi a ler a planta do arquiteto e a executar, ou seja, fazer a obra no
espaço disponível. Através da leitura da planta eu tornei possível a
realização da construção. Mas não fiz isso sozinho não. Precisei de outros
profissionais comigo, como o Mestre de obras...
Entra o personagem Mestre
de Obras, devidamente vestido.
Pois não ? Alguém chamou um bom mestre de obras ?
Conheço tudo da execução de uma
obra e por este motivo, sou
responsável pelo trabalho braçal dos operários. Como o engenheiro também sei
ler as plantas e entendo do trabalho de todos os
profissionais da construção. Mas como ninguém faz nada sozinho, olhem quanta
gente esteve envolvida na construção desta escola.
Entram os outros
personagens, todos com grandes crachás, lembrando suas especialidades.
Fui responsável pelo bom
andamento da obra. Supervisionei se os operários cumpriam o horário, se
trabalhavam ou faziam cera, se vinham trabalhar, se cumpriam os horários de
almoço e lanche, se estavam usando os equipamentos de segurança...
Executei o trabalho de
montagem das peças pré moldadas, o trabalho de alvenaria, a montagem de
colunas e etc.
Cuidei de fazer as
instalações de água e esgoto
Eu fiz tudo que é de
madeira: Portas, portais, janelas etc.
Eu fiz as instalações
elétricas do prédio...
Fiz todo o revestimento
de paredes e tetos. Trabalhei logo depois do pedreiro.
O nome da minha
profissão já diz : coloquei ladrilhos,
pisos,azulejos...
Eu fiz o quê ??? Quem
sabe ? Eu fiz toda pintura do prédio,
tanto na madeira quanto nas partes revestidas pelo estucador.
Nós ajudávamos os
diversos profissionais em suas
tarefas, preparando e carregando massa, carregando peças de alvenaria,
cavando buracos e etc etc...
Suamos muito até esta escola
ficar pronta.
Nós fizemos esta escola
para você....
Mas quem pagou a todos
vocês ? Ninguém trabalha de graça...
No caso da nossa escola,
foi verba da Prefeitura do Rio, mas existem escolas que foram construídas com
verba federal, estadual...
Então esta escola
é dos governantes ? Dos políticos ?
Não, esta escola é da
comunidade porque todo dinheiro usado para pagar a construção dela, veio dos
impostos pagos pelo povo. Até hoje, todo dinheiro usado para mantê-la vem do
povo, por isso dizemos “ ela é sua. Cuide...”
Que legal. Estou gostando muito da missão que me deram... Mas agora vamos
receber o personagem que deu o nome a
nossa escola para uma
pequena entrevista. Dr
Mário Piragibe !!! Palmas !!!
Entra o personagem
caracterizado de médico. Senta-se em uma cadeira e é cumprimentado por todos
os profissionais que estão no palco.
Dr. Mário Piragibe...
Quanta honra ! Mas afinal, o senhor já
morreu ou não ?
Querida criança,
enquanto esta escola existir, eu estarei vivo através dela.
O Sr. faz aniversário
junto com a escola ?
Não... (rindo
) Nasci em 22 de março
de 1911 no então Distrito Federal, Rio de
Janeiro.Meu pai se chamava Mário Ferreira Piragibe e minha mãe D. Luiza. Morávamos ali no Méier, mas
naquele tempo não existia o 669, certo ?
O Sr. era muito
estudioso, eu creio.
Sim, naquele tempo as
coisas eram bem diferentes. Os pais
cobravam mesmo. Com 20 anos eu entrei para a Faculdade Nacional de Medicina e me formei em 1936.
O Sr. tornou-se Dr. de
quê ???
( Rindo ) Me especializei em cirurgia, ginecologia e obstetrícia.
E trabalhou onde ???
Na Assistência do
Méier que hoje é o Salgado Filho e no Getúlio Vargas onde me tornei chefe da equipe de cirurgia.
Casou-se?
Com D. Maria da Glória,
uma mulher muito valorosa, que sempre me incentivou.
Algum evento de que o Sr. se orgulhe ?
Na Segunda Guerra
Mundial tornei-me oficial médico da guarnição da Capital Federal. Fui
Vereador e Vice Presidente da Câmara
do Distrito Federal.
Na área social como foi
seu desempenho ?
Sempre procurei me
dedicar aos humildes fazendo tudo ao meu alcance para ajudá-los. Comprometido
com a saúde e educação propus leis e projetos com o objetivo de melhorar
estes setores. Fiz o máximo que pude.
Alguma coisa que queira
falar e que
eu não tenha perguntado ?
Sim, mesmo doente em
1958, continuei trabalhando pela
coletividade, embora não mais exercendo cargo público.
Queremos que nos fale de
sua morte.
A morte não existe para
os que praticam o bem e a justiça. Deixei a vida em 13 de julho de 1968,
porém deixando um bom exemplo como
homem público e como médico.
E deixando para nossa escola o orgulho
de ostentar o seu nome.
Muito obrigado pela
oportunidade. ( dirigindo-se a platéia) E vocês crianças cuidem dessa sua
escola com carinho e atenção, certos de que ela receberá também seus
filhos e netos.
Nossa escola
já recebeu e abrigou muita
gente. Em todos estes anos de existência
suas paredes foram testemunhas de muitas vitórias e de muitas
derrotas, mas sabemos que aqui muito se realizou. Alguns amigos da escola
estão no céu, outros formados caminham pela vida, Muitos se foram e muitos
virão, mas com certeza, o amor que se depositou aqui desde a
sua construção, animou e há de animar sempre a todos os corações que aqui se envolverem .
Neste dia tão festivo não podemos deixar de lembrar com muito carinho dos
profissionais da educação que atuaram e atuam nesta casa. Todos os professores, diretoras, coordenadoras,
inspetores, agentes administrativos e pessoal, merendeiras, serventes e hoje
o pessoal da Comlurb. Todos merecem parabéns porque sem eles nada seria possível
. Através de sua paciência e
abnegada vocação a construção desta escola continua até os dias de hoje,
desenhada pelo Sublime Arquiteto, ( aponta para o alto )
no coração de cada aluno. (
aponta para o próprio coração )
Parabéns Mario Piragibe
!!!
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AINDA ESTOU TRABALHANDO NESSE BLOG. ESTE É O MOTIVO DA BAGUNÇA . MAS VAI FICAR BONITO !
quarta-feira, 24 de maio de 2017
De como surgiu a escola Mário Piragibe
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