quarta-feira, 24 de maio de 2017

A PAZ ESTÁ EM NÓS

Ambiente escuro. (Meia luz).  Imitação de quadros de parede, todos negros.

                 Entra a primeira personagem como que procurando alguma coisa. Olha nos cantos, embaixo dos móveis, mexe em tudo sempre procurando.  Após algum tempo entra um menino.

Eduardo            Sabrina, o que você está procurando com tanto cuidado. Perdeu alguma coisa ?

Sabrina               Edu, hoje de manhã, antes de vir pra escola, me estressei com meu avô. Sabe como ele é. Queria me bater.                             Deu ruim pra ele.

Eduardo           Tá. E você ta procurando seu avô aí debaixo desse  porta treco. Ele sumiu, foi ?

Sabrina             Não menino. Minha avó é que quando me viu batendo de frente com o maridinho dela, disse que eu                                     precisava procurar a paz. Já procurei lá em casa pra todo lado e nada. Quem sabe ela está aqui na escola ?                              Estou procurando e não acho. Por acaso você sabe onde eu encontro essa tal de paz ?

Eduardo          Sei não. Minha mãe também vive me mandando  procurar por ela.

Sabrina           Olha lá.  Lá vem a Pri, aquela chata !

Eduardo          E vem junto com Kauê aquele bóia.

Sabrina            Vamos perguntar a eles. Quem sabe viram essa tal de paz.

Chega o casal de estudantes.

Eduardo            E aí galera ?  (cumprimentam-se de maneira usual entre os jovens)  Eu e a Sabrina estamos atrás da paz.                                 Viram ela por aí ?

Priscila              Paz ? Sei não... Sei muito mas é de guerra. Meu pastor diz que estamos em guerra contra as forças do mal.

Kauê                 É mesmo. Meu pai fala que a guerra na comunidade nunca vai ter fim.

Sabrina             É cara. Lá na minha rua é uma guerra de vizinhos que está rendendo. Ninguém se entende.

Eduardo           No meu bairro, a guerra fica por conta de assaltos e violência quase todo dia.

Sabrina             Tá vendo ? E minha vó me manda procurar justo pela paz. Esse  burraldo do Edu nem consegue me ajudar                            a achá-la.

Eduardo           Burraldo, eu ??? Ah é ? Você que é uma gorda e não se enxerga.

Priscila             RS RS RS RS RS RS RS RS !

Sabrina             Ò Pri, tá rindo de mim, ou prá mim  ?

Kauê                  Iiiiih. Vai começar o barraco !

Começa a juntar alunos numa rodinha em torno do grupinho. Todos falam ao mesmo tempo e nada se entende.
 Neste momento entra o inspetor de alunos.

Inspetor             Que está acontecendo aqui ???  Não é hora de aula ???  Toodo mundo pra sala, vamos lá !

Carlos                IHHHHH!  Sujou !

Inspetor             Que que você falou, Luíz ?


Luíz                   Eu??? Falei nada, fessô.  Foi o Carlos.  ( aponta outro menino )

Carlos                Aí x9, vai levar um soco no meio do nariz.

Luíz                   Vem dar, se é macho !

Inspetor             Podem parar !  Podem parar !!! Vou levar geral pro gabinete !

Um grupo entra na frente do inspetor e o impedem de chegar até os brigões que já estão engalfinhados no chão.  Todos começam a gritar e a pular.

Todos                  Briga !   Briga !!!

Sabrina corre para o meio da briga e junto com Priscila tentando  separar os brigões. De dentro da blusa dela cai algo que chama atenção de outro aluno. Ele vai e pega o objeto.

Aluno                  Ei, Brina !!!  

Todos param.

Aluno                  Isso aqui é seu.

Sabrina                Meu ???

Aluno                  É. Caiu aí de dentro de você.

Sabrina                 Me dá aqui. Deixa eu ver.

A menina pega o volume e o abre.(As luzes são acesas neste momento) É a palavra PAZ que ela abre e mostra pra platéia.
Esta palavra pode ser montada com letras bem grandes, recortadas e coladas uma na outra pelas pontinhas, criando um conjunto que possa ser dobrado em sanfona e guardado dentro da blusa dos alunos. Todos terão uma. 
 Em seguida diz:

Sabrina                   Achei a paz !!!  Estava dentro de mim o tempo todo e eu não percebi.

Todos os alunos começam a procurar nas roupas e todos encontram a palavra.  Trocam entre si, um procura no outro. Outro encontra no bolso de outro colega...
Rapidamente todos estão com a palavra nas mãos. Vão de encontro a platéia e cada um escolhe a quem oferecer a palavra. Na hora da entrega cada um vai dizer:

Cada um por vez:       Eu tenho a paz !!! Eu te dou a paz !

Vão saindo da cena ordenadamente. Quando todos saem, um volta em cena.

Aluno na cena:        A paz está dentro de cada um de nós. Procure a sua. Quando a encontrar não a guarde para si, passe para a frente, espalhe, compartilhe.


                               24/05/2017.


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