Ambiente
escuro. (Meia luz). Imitação de quadros
de parede, todos negros.
Entra a primeira personagem
como que procurando alguma coisa. Olha nos cantos, embaixo dos móveis, mexe em
tudo sempre procurando. Após algum tempo
entra um menino.
Eduardo Sabrina,
o que você está procurando com tanto cuidado. Perdeu alguma coisa ?
Sabrina Edu,
hoje de manhã, antes de vir pra escola, me estressei com meu avô. Sabe como ele
é. Queria me bater. Deu ruim pra ele.
Eduardo Tá.
E você ta procurando seu avô aí debaixo desse porta treco. Ele sumiu, foi ?
Sabrina Não
menino. Minha avó é que quando me viu batendo de frente com o maridinho dela,
disse que eu precisava procurar a paz. Já procurei lá em casa pra todo lado e
nada. Quem sabe ela está aqui na escola ? Estou procurando e não acho. Por acaso você sabe onde eu encontro essa
tal de paz ?
Eduardo Sei
não. Minha mãe também vive me mandando procurar por ela.
Sabrina Olha
lá. Lá vem a Pri, aquela chata !
Eduardo E
vem junto com Kauê aquele bóia.
Sabrina Vamos
perguntar a eles. Quem sabe viram essa tal de paz.
Chega
o casal de estudantes.
Eduardo E
aí galera ? (cumprimentam-se de maneira
usual entre os jovens) Eu e a Sabrina
estamos atrás da paz. Viram ela por aí ?
Priscila Paz
? Sei não... Sei muito mas é de guerra. Meu pastor diz que estamos em guerra
contra as forças do mal.
Kauê É
mesmo. Meu pai fala que a guerra na comunidade nunca vai ter fim.
Sabrina É
cara. Lá na minha rua é uma guerra de vizinhos que está rendendo. Ninguém se
entende.
Eduardo No
meu bairro, a guerra fica por conta de assaltos e violência quase todo dia.
Sabrina Tá
vendo ? E minha vó me manda procurar justo pela paz. Esse burraldo do Edu nem consegue me ajudar a achá-la.
Eduardo Burraldo,
eu ??? Ah é ? Você que é uma gorda e não se enxerga.
Priscila RS RS RS RS RS RS RS RS !
Sabrina Ò
Pri, tá rindo de mim, ou prá mim ?
Kauê Iiiiih.
Vai começar o barraco !
Começa
a juntar alunos numa rodinha em torno do grupinho. Todos falam ao mesmo tempo e
nada se entende.
Neste momento entra o inspetor de alunos.
Inspetor Que
está acontecendo aqui ??? Não é hora de
aula ??? Toodo mundo pra sala, vamos lá
!
Carlos IHHHHH! Sujou !
Inspetor Que
que você falou, Luíz ?
Luíz Eu???
Falei nada, fessô. Foi o Carlos. ( aponta outro menino )
Carlos Aí
x9, vai levar um soco no meio do nariz.
Luíz Vem
dar, se é macho !
Inspetor Podem
parar ! Podem parar !!! Vou levar geral
pro gabinete !
Um
grupo entra na frente do inspetor e o impedem de chegar até os brigões que já
estão engalfinhados no chão. Todos
começam a gritar e a pular.
Todos Briga
! Briga !!!
Sabrina
corre para o meio da briga e junto com Priscila tentando separar os brigões. De dentro da blusa dela
cai algo que chama atenção de outro aluno. Ele vai e pega o objeto.
Aluno Ei,
Brina !!!
Todos
param.
Aluno Isso
aqui é seu.
Sabrina Meu
???
Aluno É.
Caiu aí de dentro de você.
Sabrina Me
dá aqui. Deixa eu ver.
A
menina pega o volume e o abre.(As luzes são acesas neste momento) É a palavra
PAZ que ela abre e mostra pra platéia.
Esta palavra pode ser montada com letras bem grandes, recortadas e coladas uma na outra pelas pontinhas, criando um conjunto que possa ser dobrado em sanfona e guardado dentro da blusa dos alunos. Todos terão uma.
Em seguida diz:
Sabrina Achei
a paz !!! Estava dentro de mim o tempo
todo e eu não percebi.
Todos
os alunos começam a procurar nas roupas e todos encontram a palavra. Trocam entre si, um procura no outro. Outro
encontra no bolso de outro colega...
Rapidamente
todos estão com a palavra nas mãos. Vão de encontro a platéia e cada um escolhe
a quem oferecer a palavra. Na hora da entrega cada um vai dizer:
Cada um por vez: Eu
tenho a paz !!! Eu te dou a paz !
Vão
saindo da cena ordenadamente. Quando todos saem, um volta em cena.
Aluno na cena: A
paz está dentro de cada um de nós. Procure a sua. Quando a encontrar não a
guarde para si, passe para a frente, espalhe, compartilhe.
24/05/2017.
Nenhum comentário:
Postar um comentário