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Padre
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Povo
desta minha terra,
Presente
neste arraiá,
As
famía tão em festa,
Duas
moça vai casá.
Os
noivo são descendente
De
gente tradicioná,
Herdeiro
de mais da metade,
Das
terra, deste lugá.
As
noiva, moças prendadas,
Bunitas
e inteligente,
Representam
com certeza
A
beleza da nossa gente.
Aqui
estão convidados
A
nossa sociedade:
Coroné
Ademi Jado
E
o Delegado da cidade.
Zé
da farmácia e Venância,
Seu
Paulo com Dona Bia.
O
Seu Arif, da venda,
Júlio
da sapataria.
Marinalva
a professora,
Rob
Chado do jornal.
Mabu Raquel do correio
Dr.
Carlos do hospital.
Não
tá faltando ninguém,
Pra
esse evento animado,
Mas
Seu Bento me responda,
Por
que é que tá armado ?
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Seu
Bento
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Seu
vigário, me adisculpe,
É
feio o meu procedê,
Não
confio nesse cabra.
Ele
casa, ou vai morrê !
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Padre
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E
a Sinhora, Sá Cadoca,
Com
vistimenta tão bela,
Inda
que eu má lhe pregunte:
Prá
que é essa panela ?
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Sá
Cadoca
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Não
é pra um casamento
Que
nós tá arreunido ?
Prá
popá tempo e trabáio
Eu
já truxe arroiz cuzido.
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Padre
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Seu
Lobim todo bunito,
De
terno novo, engomado.
Ih
!Mas tá com os pé no chão
E
o sapato pindurado,,,
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Seu
Lobim
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Sô
Vigário eu sõ um home
De
força, garra e empenho,
A
butina tá apretada
Mas
mostro ao povo, que tenho.
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Padre
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Dona
Espináfria Alcachofra
Chegô
doida esbaforida,
Botano
os bofe prá fora,
Parece
que foi currida...
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D.
Espiná
fria
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Pois
sô Vigário eu lá vinha,
Cum
minha fia e cumade cá dela,
Boi
brabo solto no pasto
Correu
cum eu e cum ela.
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Padre
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Oi,
tá chegano o prefeito
Com
a premera dama do lado.
Vamo
dá salva de palma
Ao
Seu Sades Cabelado !!!
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Seu
Sades
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Muito
obrigado meu povo,
Pela
consideração.
Quero
saber a que hora
É
que começa a começão.
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Padre
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Meus
sinhores e sinhoras
Que
aqui presente estão,
Vão
casá Chica Dengosa,
Cum
Pedrinho Fuguetão.
Pra
fazê economia,
Que
os preço tão disparado,
Também
casa Lia Cherosa
Com
o jove Juca Gado.
Se
o pessoá aqui presente,
Subé
qui num posso, intão
É
favô dizê prá gente
Pois
ansim num caso não.
Mas
o povo tá calado,
E
se o povo se calô,
Vô
fazê o casamento
Conforme
se anunciô.
Ocê
Chiquinha Dengosa,
Aceita
de coração,
Prá
marido toda vida,
O
Pedrinho Fuguetão ?
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Chiquinha
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Mas
que pregunta isquisita
Sô
Vigário fáiz pra mim,
Se
eu vim aqui cum Pedrinho,
Num
foi prá dizê que sim ?
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Padre
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Muito
bem, e ocê Pedro
Que
me óia ansim todo prosa,
Qué
mesmo prá sua esposa
Sinhá
Chiquinha Dengosa ?
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Pedrinho
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Num
haverá de querê ?
Tenho
feita opinião:
Chiquinha
é a Frô mais formosa
Que
vive neste sertão.
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Padre
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E
ocê Lia Cherosa
Também
aceita casá
Com
o jove Juca Gado
Pra
amá e respeitá ?
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Lia
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Craro
que aceito sô Padre,
Tenho
gosto em lhe dizê
Juca
Gado é a alegria
Que
chego pro meu vivê.
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Padre
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Juca
Gado, meu amigo
Se
ocê se arrependê,
O
povo já tá reunido,
E
nós interra ocê.
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Juca
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Eu
digo sim e sem medo
Por
causo que a gente se ama.
Lia
é o doce que me adoça
Meu
mel de cana caiana.
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Padre
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Intão,
em nome do cravo
E
no do manjericão,
Caso
Chiquinha Dengosa,
Cum
Pedrinho Fuguetão.
Em
nome da flor do campo,
Do
céu lindo e estrelado,
Eu
caso Lia Cherosa
Com
o famoso Juca Gado.
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Lia
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Eu
criatura de Deus,
Te
aceito com fervor.
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Juca
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Para
ser parte de mim
Se
apossar do meu amor.
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Chiquinha
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Assim
como o rio parte
E
busca as águas do mar,
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Pedrinho
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Nossas
almas se encontraram
E
sempre juntas vão estar.
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padre
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Podem
ir, estão casados.
Vamo
gente, forrozá !!!
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AINDA ESTOU TRABALHANDO NESSE BLOG. ESTE É O MOTIVO DA BAGUNÇA . MAS VAI FICAR BONITO !
quarta-feira, 24 de maio de 2017
casamento à caipira
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